Carência e Sinceridade tavam trocando uma idéia.
Carência: "Você leu o texto novo que o coloquei no meu blog?"
Sinceridade: "Li não. Muito grande..."
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Alegoria moderna I
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Cotidiano
Senta'í *
Pára pra ver o mundo passarDeixa pressa às mãos do vento
Cruza as pernas que tempo nós temos.
Olha a menina fugindo à infância
Gruda no gosto infinito da estrada
Segura o chapéu com força sutil.
Sente os ares de longas mudanças
Tira o terno poído do peito
Descruza as pernas que o sangue circula.
Toma esse livro e lê-o sem pausa
Mergulha com lastro no verso inscrito
Torna a cadeira, seu todo sentido.
Cruza as pernas que tempo nós temos.
Olha a menina fugindo à infância
Gruda no gosto infinito da estrada
Segura o chapéu com força sutil.
Sente os ares de longas mudanças
Tira o terno poído do peito
Descruza as pernas que o sangue circula.
Toma esse livro e lê-o sem pausa
Mergulha com lastro no verso inscrito
Torna a cadeira, seu todo sentido.
Frederico Bonissoni Pêgo
http://www.facebook.com/fredpego
* Texto convidado, lido e apreciado. Todos os méritos para Frederico Pêgo, com todos seus dons musicais, motores, científicos e artísticos.
Conversa
Tio? Fala. Esse texto é seu? Sim.
.
. ele saiu lendo, mas voltou
.
Você escreve pra quê?
Escrevo porque gosto. Às vezes é pra alguém, às vezes é pra todos, mas a maioria é pra mim mesmo.
Entendi...
.
. achei que fosse dizer mais alguma coisa, mas hesitou
.
A conversa terminou por aí.
Acho que ele nem entendeu. Até que voltou.
Tio? Oi. Escrevi um texto também e descobri que ... (acho que a pausa foi pra não me ofender) ... que é muito chato.
Posso ver? Não... está com minha professora. Era lição de casa? U-hum. Então não vale.
A conversa terminou por aí.
Noutro dia o vi com um papel na mão com um versinho.
Que letra feia, brinquei. Mas o texto é seu? U-hum. E me deu.
"Não tinha muito o que fazer
é que o que tinha que fazer era chato
aí eu escrevi."
Não é que o pequeno tinha entendido a porra toda?!?!
Tio? Fala... Por que é mais fácil escrever quando ninguém manda?
...
...
... A conversa terminou por aí.
.
. ele saiu lendo, mas voltou
.
Você escreve pra quê?
Escrevo porque gosto. Às vezes é pra alguém, às vezes é pra todos, mas a maioria é pra mim mesmo.
Entendi...
.
. achei que fosse dizer mais alguma coisa, mas hesitou
.
A conversa terminou por aí.
Acho que ele nem entendeu. Até que voltou.
Tio? Oi. Escrevi um texto também e descobri que ... (acho que a pausa foi pra não me ofender) ... que é muito chato.
Posso ver? Não... está com minha professora. Era lição de casa? U-hum. Então não vale.
A conversa terminou por aí.
Noutro dia o vi com um papel na mão com um versinho.
Que letra feia, brinquei. Mas o texto é seu? U-hum. E me deu.
"Não tinha muito o que fazer
é que o que tinha que fazer era chato
aí eu escrevi."
Não é que o pequeno tinha entendido a porra toda?!?!
Tio? Fala... Por que é mais fácil escrever quando ninguém manda?
...
...
... A conversa terminou por aí.
Vida alheia
- Fui muito mal! Esqueci de falar um monte de coisas que eu fiz.
- Calma, brother! Os caras da banca te conhecem.
- Esses não. São uns caras aleatórios do instituto.
É bem engraçada toda a destreza e habilidade que temos para falar de outras pessoas, para lembrar o que fizeram (especialmente se tiver sido uma cagada), enquanto que estremecemos numa alvura da memória ao sermos questionados sobre nós mesmos. Não entendam, todavia, essa colocação como uma crítica. Acho, realmente, muito mais divertido falar da vida alheia do que de minha própria.
- Acho que o problema foi o “tema livre”. Prefiro quando meu discurso é direcionado.
E quem não prefere? Essa serenidade que só a ausência de responsabilidade sobre a direção do próprio discurso traz pra gente.
- Calma, brother! Os caras da banca te conhecem.
- Esses não. São uns caras aleatórios do instituto.
É bem engraçada toda a destreza e habilidade que temos para falar de outras pessoas, para lembrar o que fizeram (especialmente se tiver sido uma cagada), enquanto que estremecemos numa alvura da memória ao sermos questionados sobre nós mesmos. Não entendam, todavia, essa colocação como uma crítica. Acho, realmente, muito mais divertido falar da vida alheia do que de minha própria.
- Acho que o problema foi o “tema livre”. Prefiro quando meu discurso é direcionado.
E quem não prefere? Essa serenidade que só a ausência de responsabilidade sobre a direção do próprio discurso traz pra gente.
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Crônica
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Merecido
Homem também chora
não apenas pelo poder
mas sem dúvida não é pelo querer
Seja saudade de quem está fora
tirada dos seus braços
seguindo outros caminhos, com outros passos
Dor menor da qual já foi embora
ao sumir a face no horizonte
não se percebem mais o percurso da lágrima, seca em sua fronte
A este homem resta agora
a escrita e o poema.
A própria vida, a espera, ou outra saia? dilema
Sentimento não se controla
Mulher nenhuma esquece
Homem também chora
Mas ele merece.
Música do post: Los Hermanos-Quem Sabe
http://www.youtube.com/watch?v=JgzrNN699kg
não apenas pelo poder
mas sem dúvida não é pelo querer
Seja saudade de quem está fora
tirada dos seus braços
seguindo outros caminhos, com outros passos
Dor menor da qual já foi embora
ao sumir a face no horizonte
não se percebem mais o percurso da lágrima, seca em sua fronte
A este homem resta agora
a escrita e o poema.
A própria vida, a espera, ou outra saia? dilema
Sentimento não se controla
Mulher nenhuma esquece
Homem também chora
Mas ele merece.
Música do post: Los Hermanos-Quem Sabe
http://www.youtube.com/watch?v=JgzrNN699kg
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