quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Vida alheia

- Fui muito mal! Esqueci de falar um monte de coisas que eu fiz.
- Calma, brother! Os caras da banca te conhecem.
- Esses não. São uns caras aleatórios do instituto.

É bem engraçada toda a destreza e habilidade que temos para falar de outras pessoas, para lembrar o que fizeram (especialmente se tiver sido uma cagada), enquanto que estremecemos numa alvura da memória ao sermos questionados sobre nós mesmos. Não entendam, todavia, essa colocação como uma crítica. Acho, realmente, muito mais divertido falar da vida alheia do que de minha própria.

- Acho que o problema foi o “tema livre”. Prefiro quando meu discurso é direcionado.

E quem não prefere? Essa serenidade que só a ausência de responsabilidade sobre a direção do próprio discurso traz pra gente.

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