Andei pensando que, talvez, a vida fosse melhor se a Terra não fosse redonda. Nesse momento, a idéia dos antigos me agrada mais: um planeta achatado, e carregado por uma tartaruga gigante. Além disso, ter o Sol girando ao nosso redor, é muito melhor do que ao contrário. Assim como faz a Lua.
Viver nesse planeta redondo com seus movimentos de rotações e translações me dá uma sensação de looping. Vejo-me obrigado a voltar sempre ao mesmo lugar! Se o mundo onde eu vivo é cíclico, cíclica será a minha vida...
Meu corpo é minha prova. Se minha barriga fosse lida num osciloscópio, desenharia uma senoide perfeita, num regular engorda/emagrece. Ou minha gastrite, que sempre avisa “Estamos em dezembro! O ano acabou!”.
Mas talvez nada reflita melhor do que meus erros. Faço besteiras, me ferro, me arrependo, corrijo, relaxo, volto ao ponto zero e, irracionalmente, faço tudo de novo. Às vezes num período maior, às vezes num menor, mas sempre volto ao ponto inicial! Como a Terra.
Num planeta achatado, não voltaríamos a ver as mesmas estrelas, elas vão ficando para trás. O céu iria mudar a cada dia, seguindo o rumo que a tartaruga iria tomar. E num passo lento! No cautelar passo da tartaruga... A vida seria mais lenta, para aproveitarmos cada minuto!
A alegria seria vivida intensamente, como um sorriso eterno. E assim também as tristezas. Iríamos errar longamente, nos arrepender profundamente, e depois, no próximo passo da tartaruga, ficaria tudo para trás.
E eu não iria saber que daqui há um mês (ou uma semana), vou fazer a mesma merda que fiz ontem!
Thiago Moura
https://www.facebook.com/thiagosmoura
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* Texto convidado, lido e apreciado. Todos os méritos para Thiago Moura, com todos seus pseudônimos e apelidos.
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