domingo, 27 de novembro de 2011

Primeira Impressão

Gosto de lembrar das primeiras impressões.

Gosto de lembrar da primeira vez que estive em algum lugar. Lembro, com prazer, de como caminhava na Lauro Muller e todos os meus temores naquela época, do amor que conseguia sentir.

Gosto de quem fui, quando ali estive,
gosto de quem serei quando lá estiver.

Gosto das primeiras impressões.

Gosto muito do primeiro encontro com as pessoas. De como esta impressão contamina todos os próximos contatos. De como se deve lutar para reconhecer um preconceito errôneo e de como e cresce ao fazê-lo. Lembro (ou lembram-me) de como conheci meus amigos e de quando permite que conhecessem parte de mim. Do primeiro segredo, primeiro sorriso, primeiro choro.

Gosto de quem eram, quando não eram,
gosto de quem serão, quando forem.

Gosto das impressões.

Gosto das impressões que criei, daquelas que não tive mas de alguma maneira sei como são. Gosto das impressões continuamente construídas, que são privadas do nosso comodismo habitual.

Gosto dos primeiros olhares, primeiros beijos. Primeiros cheiros, primeiros sabores. Primeiras músicas, primeiras palavras.

Gosto!

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