Acordei, com uma mistura de sono e dor, em um mau humor tangível.
"Filho, você está em cima da hora."
Vesti a roupa da noite anterior e saindo falei:
"Estou indo, na volto tomo café."
"Coma pelo menos uma banana."
"Obrigado mãe."
"Mas coma a banana"
"Não quero"
Despencando-a e me oferecendo diz:
"Então, leve pelo menos."
"Não quero banana!"
O tom da minha voz a fez abaixar os olhos e colocar a fruta sobre a bancada. A alguns anos teria me feito comer (ou mandado que enfia-se a banana no cu) mas os ombros caídos feriram-me muito.
Aprendi, que as vezes, basta sorrir, dizer obrigado e aceitar.
Aceitar a banana. Ha!
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